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É preciso saber para que a raça foi desenvolvida, se convive ou não com crianças, se dominantes ou territorialistas, se necessitam de espaço, atividade física, se são inteligentes, aprendem rápido entre outras coisas.

Se optar por um vira-latas, Parabéns! Está fazendo uma boa ação.

Mas, não esqueça que é muito difícil prever como será o comportamento deste cão já que seus antepassados são desconhecidos. A única certeza que terá é: Este será eternamente grato a você.

Pesquise, estude e se informe com um médico veterinário, ele é a melhor pessoa para lhe orientar na compra de um filhote e nas particularidades de cada raça. E uma vez escolhido, saiba como educá-la, mas este tema fica para o próximo artigo.

Cãozinho: Decisão Precipitada

A maior causa de abandono no Brasil, nos EUA e no mundo é decorrente da não adaptação do animal ao estilo de vida ou mesmo a mobília da casa de seu dono. Parece um absurdo isto, mas é a verdade.

Nos abrigos de cães dos EUA e Europa há uma diversidade de cães de raça abandonados e o destino deles é um só – o sacrifício.

Crueldade pura, já que os cães não se adaptam por completo ao habitat humano, nem devem, senão perdem sua individualidade e características raciais.

Cãozinho: Necessidades Essenciais

Antes de escolher a raça, pesquise, estude, procure a ajuda de um médico veterinário. Não se deixe levar pelos vendedores e criadores que apresentarão o melhor cão do mundo em cada lugar que você chegar.

Há três séculos, no mínimo, o homem estuda e seleciona as raças caninas para desvendar as melhores aptidões de cada uma.

Não se pode confinar num apartamento um cão que foi desenvolvido para pastorear, no caso o Border Colie. Nem se deixe encantar pela carinha de bebê chorão do beagle, que é um cão hiperativo, destinado a caça na Grã-Bretanha.

O labrador é um fofo, mas também necessita de espaço e, no mínimo, de um lago para queimar suas energias que foram desenvolvidas para auxiliar na pesca em águas geladas no Canadá, sua cauda de lontra serve como propulsor na água.

Cãozinho: Fase de Adaptação

Quando são filhotes tudo é lindo, mas com o tempo vem a rotina, os defeitos, as manias e chega o momento que o seu amor e paciência em relação ao cãozinho é testado.

O labrador chocolate, que quando bebê parecia uma barrinha de suflair, agora pesa 40 kg, contém a energia de um bebê e o tamanho e a brutalidade de um rinoceronte, sua cauda de lontra parece um chicote a destruir todas as mesinhas e aparadores da casa.

O pequeno beagle, tão dócil e gracioso, agora parece um furacão devorador de sapatos e capachos. Mas o Border Colie, ah este não causa problemas já que esta é a raça mais inteligente do mundo, pode-se educá-lo como quiser para se tornar inclusive um lorde inglês. Não caia nessa besteira.

Motivos para se ter um Cãozinho?

Motivos para se ter um cãozinho de estimação são muitos:

– A alegria de boas lambidas,

– O rebolado desenfreado do abanar da cauda para fazer festa,

– As gargalhadas que se dá devido às peraltices,

– E mais importante, o amor incondicional do cão para com seus donos.

Mas, para tantas felicidades é preciso fazer a escolha certa, então atente-se as dicas…

Sejam os donos feios ou belos, gordos ou magros, bem ou mal-humorados, portadores de deficiência, adultos ou crianças, cão está sempre junto de seus proprietários. Admirando-os com um olhar, acarinhando com lambidas tímidas ou cabisbaixo a espera de desculpas após suas traquinagens. Ele está sempre por perto, sem mágoa e ou ressentimento, seu amor é grande, imutável, inabalável.

Dra. Fabiana Leite Pestana

CRMV-SP 14.790